Professor Dirceu fala sobre a Jornada
Publicado 2 / Junho / 2007 Bruna , Fernanda Deixar um Comentário
Carolina Gabardo Belo, estagiária do “Projeto Luz, Câmera, Paz” faz parte da ONG Ciranda e fala mais sobre o projeto, cujo objetivo é desenvolver ações diretas com adolescentes, utilizando a comunicação no processo de educação, reflexão crítica da realidade e formação cidadã.
Porque Pedrinho Guareschi não desceu em Chapecó?
A segunda noite da IV Jornada de Comunicação e Artes foi marcada por uma mesa redonda sobre Mídia, Educação e Cidadania. Participaram dela os professores da Unochapecó Ilka Goldschimdt (Jornalismo), Ricardo Ravanello (Publicidade e Propaganda), Juceli Lovatto (Letras), Maria da Glória Weissheiner (Artes visuais), e a convidada Vanessa Forte, radialista.
Vivemos o apogeu da mídia, onde a imagem ganha um novo destaque em função do desenvolvimento da tecnologia. Na década de 70, com a difusão das idéias marxistas, via-se no desenvolvimento tecnológico uma saída para transformar a sociedade. Porém, na ânsia de transformar, houve uma despreocupação com a linguagem, afirma a professora Ilka Goldschimdt. A exemplo disso, ela cita o site de vídeos YouTube. De certa forma, o site banaliza os vídeos e isso foge da proposta sugerida na década de 70.
Por outro lado, sites como o YouTube também podem ser usados como forma de veiculação de produções independentes ou outras que hoje não encontram espaço na mídia. Além disso, a TV digital está cada vez mais próxima e vem com o objetivo de proporcionar diversidade de conteúdo na televisão brasileira.
A TV Pública já tramita no Congresso Nacional, através dela será permitida algumas inserções, que outras tevês não permitem. Segundo a professora Juceli, a tv pública deve ser eleita como prioridade, principalmente pelos jornalistas, pois ela pode dar novos olhares para o povo excluído dos meios de comunicação.
A professora Ilka Goldschmitt iniciou com uma breve citação dos conceitos de vídeo. Usou como referência Godard, quando em 1969 ele propôs aos estudantes da Universidade de Vincennes que tomassem em mãos câmeras de vídeo, na época consideradas instrumento de poder. Na década de 70, os vídeos experimentais foram uma espécie de “arma” contra a TV de massa. No Brasil, surgiram na época da ditadura, onde a repressão de informações era enorme, pois a Rede Globo servia de porta-voz do governo.
Ilka falou sobre a descentralização do produto de vídeo, citando o YouTube como referência de meio de divulgar as produções independentes. Segundo ela, houve uma banalização da visão de produzir vídeos experimentais. O espaço que serviria para divulgar informação livre e de conteúdo é usado para a divulgação de vídeos como “Star Wars Kid”, que teve 900 milhões de acessos. Também questionou o mau uso dessa tecnologia e das possibilidades de criação que não são exploradas o suficiente. Segundo a professora, a internet tomou o posto da TV, a deixando em segundo plano no que se trata de produções independentes.
A turma esteve envolvida durante a manhã, assistindo e analisando curtas de Marcelo Masagão, como “Nós que aqui estamos por vós esperamos” e “1,99”. Ilka falou ainda sobre dimensão de vídeo, de áudio, roteiro, detalhes e idéias de produção.
A opinião dos participantes sobre a Jornada:
” A abertura da jornada foi fraca. O assunto não era pertinente ao meu curso, infelizmente, o primeiro dia deixou a desejar. Mas a organização está boa.” Emili Ogliari – 6º perído de Publicidade e Propaganda.
“A jornada está bem legal, melhor do que as outras edições. É bacana o espaço que foi reservado para expor os painéis e artigos porque incentiva os acadêmicos.” Grazielli Alvez Almeida – 8º período de Letras Inglês.
“A jornada está muito interessante. Os temas são legais, estou satisfeita.” Suzane Paula Gobbi – 3º período de Jornalismo.
“É uma pena que o Pedrinho Guareschi não compareceu, mas não é culpa da organização. O evento está ótimo.” Jacira Medronha – professora do curso de Publicidade e Propaganda.
Na segunda parte da oficina, Érico deu dicas de sites úteis para tradutores. Alguns deles:
Michaelis. (Inglês/português dentre outros. Apenas para assinantes da UOL)
Merriam-Webster Online. (Dicionário inglês/inglês).
Real Academia Española. (Dicionário espanhol/espanhol).
Por último, o oficineiro deu orientações e dicas para a inserção do profissional de tradução no mercado. Você confere algumas no vídeo abaixo:
“Riqueza poética versus dependência tecnológica”, este foi o tema apresentado pela professora Sandra Fachinello (à esquerda), que discutiu o uso de tecnologias na produção em arte.
A oficina se deu através da visualização e apresentação de propostas em alguns eventos de arte e tecnologia, apontando questões de acesso e dependência dos meios.
Relações dialógicas na produção de textos
Publicado 2 / Junho / 2007 Bruna , Silvane Deixar um ComentárioTrabalhar as relações dialógicas dos textos, este foi o objetivo da oficina ministrada pela professora Ana Maria Dal Mokva, “Discurso: Discursos”.
Ela qual tratou sobre a “profusão de vozes”, isto é, todo texto é resultado de textos já existentes e essa é uma questão que, conforme Ana Maria, deve ser percebida e analisada.
A palestrante enfatizou a importância de perceber que “no momento da produção de textos todo indivíduo é um ser criativo e essa criatividade se dá pelos atos de percepção associados a contextos históricos e culturais de cada um”, destaca Ana Maria.
Éder Minetto e Gisele dos Santos ministraram a oficina “Ilustração na publicidade para não ilustradores”. A oficina apresentou técnicas e processos de construção e incentivou a criatividade na idealização da ilustração, com o objetivo de promover visão crítica sobre o estilo de ilustração ideal do produto a ser desenvolvido.
Produtos midiáticos e atividade jornalística
Publicado 2 / Junho / 2007 Bruna , Silvane Deixar um Comentário“Criação de produtos midiáticos”, este foi o tema da oficina ministrada pelo professor do Curso de Jornalismo da Unochapecó, Luis Fernando Rabello Borges.
A oficina discute os fatores envolvidos na elaboração de produtos midiáticos e o dilema entre o funcionamento empresarial Xeos princípios do jornalismo. Segundo o professor, “muitos veículos são condicionados por objetivos alheios à profissão”, por isso a importância de perceber essas nuances. “Quebrar a ingenuidade do olhar das pessoas em relação aos meios de comunicação, este é o grande objetivo da oficina”, afirma Luis.
Moisés Dias Neto, Diretor de Criação da YO Propaganda de Chapecó, trouxe para a IV Jornada de Comunicação e Artes o tema “Direção de arte não é saber usar o computador”. A “oficina-palestra”, assim denominada por Moisés, tem como objetivo apontar algumas deficiências básicas do mercado hoje e promover maior diálogo entre profissionais e acadêmicos através da troca de experiências proporcionada pela Jornada.
Conforme o palestrante, a oficina também vem “desmistificar” algumas questões em torno da profissão.
Nosso oficineiro, Érico Gonçalves de Assis, é formado em jornalismo e publicidade, e atualmente cursa pós-graduação na área de Tradução aqui mesmo na Unochapecó. Sua segunda língua é o inglês, pelo qual tem proficiência avançada certificada pela Universidade de Cambridge.
10h20, hora do intervalo.
Até agora, Érico fez um apanhado sobre os mitos comuns da tradução, como a costumeira visão de que quem entende alguma língua tem uma facilidade imensa em traduzir o que for em um tempo mínimo – mesmo um complicadíssimo texto científico do qual não tem nenhum conhecimento prévio.
Ele fez questão de esclarecer que a tradução não é apenas passar um texto de uma língua para outra, mas sim levar em conta todos os seus contextos – culturais e de significado na língua original -, para que o leitor tenha uma experiência mais íntima com o texto, apreendendo, assim, as emoções e intenções do seu autor original.
Além de tudo, Érico destacou a Tradução como um campo específico de estudo científico, o que não é de conhecimento de todos e é, até, supreendente. Dentro desses estudos realizados, o oficineiro destacou a determinação das estratégias da tradução, que envolve, além do entendimento direto do texto em questão, a pesquisa para a solução dos dilemas de tradução: a compreensão de palavras desconhecidas através do contexto; o uso de dicionários e manuais; a necessidade de tomadas de decisões (várias opções de tradução para uma palavra ou expressão); e a possibilidade de corte de partes que não não afetam o entendimento do texto pelo leitor quando não se encontra uma tradução precisa.
O sincretismo das linguagens audiovisuais
Publicado 2 / Junho / 2007 Bruna , Silvane Deixar um Comentário
Maria da Glória Weissheiner, coordenadora do Coral Unochapecó, ministrou a oficina “Explorando olhares no sincretismo das propagandas de TV”, onde discutiu a importância de provocar um olhar mais crítico sobre o que é veiculado na TV, principalmente no conteúdo das propagandas.
Conforme Maria, “a propaganda é sincrética”, ou seja, composta por vários sistemas de linguagem. Estes sistemas podem ser vistos nos cursos envolvidos na IV Jornada de Comunicação e Artes, Artes Visuais, Letras, Jornalismo e Publicidade e Propaganda. Dessa forma, a oficina vem a promover uma discussão de todas estas áreas num mesmo momento, apesar de suas especificidades.
Guareschi debate sobre Mídia, Educação e Cidadania
Publicado 1 / Junho / 2007 Aline , Christiane Deixar um Comentário[ATUALIZADO: O palestrante infelizmente não pôde participar do evento, devido a problemas de viagem.]
A segunda noite da IV Jornada de Comunicação e Artes traz o palestrante Pedrinho Guareschi. O tema a ser debatido é Mídia, Educação e Cidadania.
Pedrinho Guareschi, natural de Colorado, RS, é professor e pesquisador pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUC-RS. É graduado em Filosofia, Teologia e Letras, pós-graduado em Sociologia, Mestre em Psicologia Social e Doutor em Sociologia e Comunicação.
É escritor de dez livros como autor e quinze em co-autoria. Entre os mais importantes estão: Comunicação e Poder, A Máquina Capitalista, Comunicação e Controle Social, Sociologia da Prática Social e A Fala do Trabalhador.
A palestra inicia às 19 horas no plenário do bloco G.
Confira o currículo completo do palestrante.
A IV Jornada de Comunicação e Artes, promovida pelo Centro de Ciências de Comunicação e Artes, acontece nestes dias 31 de maio, 01 e 02 de junho no campus da Unochapecó.
O trabalho é desenvolvido a fim de divulgar os trabalhos e experiências dos acadêmicos, bem como promover maior debate sobre espaços como este na academia.




