Nosso oficineiro, Érico Gonçalves de Assis, é formado em jornalismo e publicidade, e atualmente cursa pós-graduação na área de Tradução aqui mesmo na Unochapecó. Sua segunda língua é o inglês, pelo qual tem proficiência avançada certificada pela Universidade de Cambridge.
10h20, hora do intervalo.
Até agora, Érico fez um apanhado sobre os mitos comuns da tradução, como a costumeira visão de que quem entende alguma língua tem uma facilidade imensa em traduzir o que for em um tempo mínimo – mesmo um complicadíssimo texto científico do qual não tem nenhum conhecimento prévio.
Ele fez questão de esclarecer que a tradução não é apenas passar um texto de uma língua para outra, mas sim levar em conta todos os seus contextos – culturais e de significado na língua original -, para que o leitor tenha uma experiência mais íntima com o texto, apreendendo, assim, as emoções e intenções do seu autor original.
Além de tudo, Érico destacou a Tradução como um campo específico de estudo científico, o que não é de conhecimento de todos e é, até, supreendente. Dentro desses estudos realizados, o oficineiro destacou a determinação das estratégias da tradução, que envolve, além do entendimento direto do texto em questão, a pesquisa para a solução dos dilemas de tradução: a compreensão de palavras desconhecidas através do contexto; o uso de dicionários e manuais; a necessidade de tomadas de decisões (várias opções de tradução para uma palavra ou expressão); e a possibilidade de corte de partes que não não afetam o entendimento do texto pelo leitor quando não se encontra uma tradução precisa.





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